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Dica de Viagem: Bath

1 set
Oi Pessoal!

Bath fica no extremo oeste da Inglaterra, próximo à Bristol. A cidade é lindíssima por si só, com jardins belíssimos, lindas paisagens ao redor do rio Avon, muitos restaurantes agradáveis, cafés charmosos e lojas bacanas para se fazer compras. Mas sua principal atração turística são os Banhos Romanos, um complexo de piscinas de água quente que datam de 75 AC, portanto mais de 2 mil anos, e são um dos centros arqueológicos mais bem conservados do Norte da Europa.

The Roman Baths

Tinha um pouco de fila mas andou bem rápido, cerca de 15 minutos. Não desanime não porque vale a visita!

The Roman Baths

A entrada para visitar os Banhos Romanos custa £12.50 por pessoa. O museu disponibiliza visitas guiadas em inglês de hora em hora, que duram cerca de 40 minutos e também um sistema de “auto guia” onde você recebe uma espécie de comunicador (este que está no meu pescoço na foto abaixo 🙂 ) com gravações em diversas línguas. É só digitar o número que consta no local onde você se encontra para ouvir todas as informações referentes à ele. Infelizmente não tem em português, mas tem em espanhol que já ajuda quem não tem inglês fluente. Eles tem também uma versão para as crianças numa linguagem mais lúdica.

The Big Bath

A parte superior com as estátuas não é tão antiga, é do século XVIII. Depois da partida dos romanos o templo pagão foi destruído, os banhos caíram e foram soterrados. No século XII construíram o Banho do Rei diretamente por cima da Nascente Sagrada, sendo usado para banhos terapêuticos e para nadar, e somente no século XVIII descobriram a parte soterrada dos Banhos Romanos.

The Big Bath

Ainda no século XVIII  a água passou a ser muito apreciada também para beber, e com esta finalidade foi construído o Pump Room. Você também pode sentar-se lá para tomar uma água, um café ou almoçar.

Pump Room & King's Bath

Na foto acima, dá pra ver um pouco da parte moderna do complexo logo acima do Pump Room. Não tirei foto 😦 mas lá funciona um SPA e pagando £25.00 você pode banhar-se nas águas terapêuticas como os romanos faziam e desfrutar de vários ambientes, por duas horas.  Tinha uma “filazinha” na porta, melhor se prevenir, ok? Se você estiver em um grupo com mais de 8 pessoas ou agendar um tratamento poderá marcar horário com antecedência.

Foto propriedade de Thermae Bath Spa

 

Nesta foto da maquete abaixo dá pra se ter uma idéia do tamanho do complexo construído pelos romanos, que incluía também pátios para práticas de esportes, salões de massagem, saunas, e áreas de descanso.

Aqua Sulis

 Abaixo, a Nascente Sagrada que era utilizada apenas para cultos. Ao redor dela foram construídos os Banhos Romanos (Aquae Sulis) e o Templo.  Subindo de uma profundidade de 3.000m, a água contém 43 minerais e corre à razão de 1.250.000 litros cúbicos por dia a uma temperatura constante de 46,5°C e borbulha como champagne!!!

Nascente Sagrada

A água era distribuída para as outras piscinas por meio de canais internos e externos, como mostram as fotos e esta outra maquete abaixo 

 

Sistema de abastecimento das piscinas

Tour virtual pelos Banhos Romanos aqui.

Ao lado dos Banhos Romanos está a Abadia de São Pedro e São Paulo, mais conhecida como Bath Abbey. Foi construída em 1.499 e abriga um também um Mosteiro Beneditino. Na praça formada por estes dois pontos turísticos ficam muitos artistas se apresentando. Neste dia havia música medieval e este casal de estátuas vivas de John Lennon e Yoko Ono (que assustou a criança…rs).

Bath Abbey

Bath tem jardins maravilhosos, e uma atmosfera de tranquilidade e relaxamento que contagia. Este é o Parade Gardens.

Parade Gardens

Parade Gardens

Você pode conhecer os outros pontos turísticos de Bath no famoso ônibus vermelho da Sightseeing Tour, presente nas principais cidades turísticas da Europa.

Sightseeing Tour

 

Pode fazer passeios de carruagem…

 

Carriage Tour

 

E de barco também.

Vista da Pultney Bridge, sobre o rio Avon

The Pultney Bridge
 
A cidade era um dos refúgios preferidos da escritora Jane Austin (que eu citei no post de Winchester). Existe um museu em sua homenagem, o Jane Austin Centre e passeios turísticos aos locais que ela frequentava.
 

Jane Austen Centre

Um passeio à pé pela margem do rio Avon no Riverside Walk, também é muitíssimo agradável. Neste domingo de sol havia várias famílias passeando com seus barcos nas águas calmas e limpas do rio.

Riverside Walk

Se vier à Inglaterra, não deixe de conhecer esta encantadora cidade!

Mais informações sobre horários, localização e visitas à Bath aqui, no site oficial da cidade (em inglês).

Beijos,

Sol

 

 

Dica de viagem: Winchester

18 ago

Oi pessoal!

Estive em Winchester, a primeira capital da Inglaterra ainda no tempo dos saxões. Preciso dizer que foi uma das cidadezinhas mais agradáveis em que já estive. As construções medievais, a Catedral, as ruínas, os parques… a sensação é de ter voltado no tempo. Coloquei as imagens pequenas porque tinha muita coisa, mas se você quiser pode clicar nelas para visualizá-las em tamanho maior.

Fomos parar em Winchester sem querer, no final de um domingo em que tínhamos visitado vários aeroclubes. Já passava das 17h e já estava quase tudo fechado. Demos uma volta pelos principais pontos, pelo centro e jantamos por lá, mas tinha tanta coisa bacana pra ver que voltei pra uma segunda visita três dias depois! 🙂 Ainda mais depois que descobri que ali estava a Távola Redonda do Rei Arthur!!!

Pra chegar lá é bem fácil. A estação de trem de Winchester fica bem no centro da cidade e todas as atrações são bem próximas, praticamente dentro de um círculo.

Saindo da estação, recomendo que você vá primeiro visitar The Great Hall, que fica à três quadras, iniciando assim um circuito fácil de seguir. Eu não sabia disso e fui até o Centro de Informações Turísticas, que fica láááááá do outro lado, atrás de um mapa e voltei. Muito útil o mapa, mas você pode pegá-lo quando passar em frente ao Guildhall a caminho das outras atrações.

The Great Hall é um dos maiores e mais antigos salões medievais da Grã-Bretanha. Foi construído no século XII e é uma das únicas partes sobreviventes do Castelo de Winchester, construído no séc XI e destruído a mando de Oliver Cromwell durante a Guerra Civil inglesa (1642-1649). O salão tem muitas características arquitetônicas para se admirar e é lá que está pendurada na parede, com 6m de diâmetro e pesando 1 tonelada, a Távola Redonda do Rei Arthur e seus cavaleiros.

Apesar de ser mesmo muito antiga, eu descobri só agora, durante as pesquisas para o blog, que esta távola redonda não é de fato a do Rei Arthur… 😦  Recentemente, com tecnologia mais avançada, foi revelado que esta foi construída em 1270 no início do reinado do Rei Edward, que tinha grande interesse pelas histórias arthurianas e pintada em 1522 durante o reinado de Henrique VIII. Ainda assim, ela continua atraindo milhares de turistas todos os anos.

Atrás do salão está o Queen’s Eleonor Garden, um jardim medieval aconchegante com muitas flores, uma fonte, bancos de pedra e uma passagem por arbustos em forma de túnel. Foi aberto ao público pela Rainha Mãe em 1986.

Descendo em direção ao centro você vai passar pelo West Gate, um dos três portões que restaram do Castelo de Winchester. Ali ficavam presos os devedores e é possível ver as pixações que deixaram nas paredes das selas.

A próxima quadra já é a High Street, onde se concentram várias lojas misturadas aos prédios medievais. Muito legal andar por ela!

Na segunda vez que eu fui ainda estava tendo uma feirinha com várias coisinhas fofas! A-D-O-R-O!!! hehe

Mais ou menos no centro da High Street está o marco City Cross, também conhecido como Butter Cross, do século XVII. Numa travessa próxima fica o Shopping The Brooks, o mais movimentado da cidade, que apesar de pequeno é charmoso e tem lojas bacanas. 

Ali perto também tem um banheiro público (foto abaixo) que, acreditem, é igual ao de um bom shopping. Podem entrar sem medo… 😉

Entrando na passagem atrás do Butter Cross, chega-se ao City Museum. Ele fica no caminho entre a High Street e a Catedral. No museu, através de achados arqueológicos, é contada a história da cidade desde as origens pré históricas, passando pela época dos romanos e medieval. Há também duas lojas inteiras do séc XIX que foram reconstruídas lá dentro e roupas medievais para os turistas tirarem fotos caracterizados.

 Quase em frente ao City Museum fica o restaurante e hotel The Old Wine, onde almoçamos. O prédio é patrimônio histórico e os pratos são bem decorados e saborosos. Já já eu posto mais sobre ele aqui.

Nesta rua há vários cafés e restaurantes com mesas nas calçadas, você pode aproveitar para tomar o delicioso chá inglês.

Atrás do Museu fica a entrada para o jardim da magnífica Winchester Cathedral, uma das maiores da Europa e mais importantes do Reino Unido, atrai todos os anos mais de 300.000 visitantes. Foi construída há mais de 1.000 anos e lá estão as sepulturas de diversos reis e celebridades da Inglaterra, como a escritora Jane Austen, autora de “Orgulho e Preconceito” e “Razão e Sensibilidade”. Você pode assistir aos ensaios do coral às 14h30 e as apresentações aos domingos, às 10 e 15:30 horas. Há muitas histórias interessantes sobre a Catedral e elas são contadas num tour guiado de 1h30 de duração. A que me encantou especialmente porque sou mergulhadora, foi que a catedral correu sério risco de desabamento e foi salva pelo mergulhador William Walker. Como tenho muitos amigos mergulhadores, vou pedir licença e criar outro post exclusivo sobre William Walker para contar esta história em detalhes, ok?

Caminhando pelo lado oeste do castelo por 1 km, você chegará às ruínas do Wolvesey Castle que pertenceu bispo de Winchester, ao King’s Gate e ao City Gate, que são os outros dois portais que sobraram das muralhas que guarneciam a cidade em épocas medievais, e à Cheyney Court que é um famoso conjunto de casas medievais. Eu tenho a leve desconfiança de que antigamente as pessoas eram muito, mas muito mais baixas do que hoje… dê uma olhada no tamanho da porta! Vemos isso em muitas  construções antigas por aqui.

Mais à frente está um caminho que te levará ao longo do rio River Itchen e Weirs Walk, um dos trechos mais bonitos e agradáveis da cidade. Saia na altura da ponte à esquerda e visite o Abbey Gardens, um jardim maravilhoso.

Se estiver animado pra uma boa subida, saia à direita, atravesse a ponte e não deixe de ir à Saint Giles Hill. É uma colina que proporciona a melhor vista da cidade, de onde tirei esta foto.

Próximo à ponte está a estátua do rei saxão Alfred  que parece tomar conta da cidade. Foi ele quem em 817 fez de Winchester a capital do país, até ser destronado pelos normandos. Na mesma calçada fica o Guildhall, onde funciona o Centro de Informações Turísticas da cidade e pode-se conseguir os mapas (de seg à sáb abre as 10h e aos domingos e feriados às 11h).

Ali perto da ponte você também pode visitar o City Mill. É um moinho com uma roda d’água de mais de 100 anos, que foi colocada novamente em atividade. Lá dentro eles explicam como é o processo de moagem do trigo para fazer a farinha. Você pode comprar alguns produtos na lojinha, descer até o leito do rio para ver a roda d’água funcionando e conhecer o  jardim (foto). Interessante, mas mais indicado para levar as crianças, por ser educativo. A entrada custa £ 3.60.

Como deu pra perceber, há muito o que se ver em Winchester. Passei o dia todo lá e senti falta de parar um pouco mais para desfrutar dos seus encantadores refúgios. Estou pensando seriamente em voltar com o namorido para um pic nic na colina 🙂

Espero que tenham gostado!

Beijos,

Sol