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Dica de viagem: Winchester

18 ago

Oi pessoal!

Estive em Winchester, a primeira capital da Inglaterra ainda no tempo dos saxões. Preciso dizer que foi uma das cidadezinhas mais agradáveis em que já estive. As construções medievais, a Catedral, as ruínas, os parques… a sensação é de ter voltado no tempo. Coloquei as imagens pequenas porque tinha muita coisa, mas se você quiser pode clicar nelas para visualizá-las em tamanho maior.

Fomos parar em Winchester sem querer, no final de um domingo em que tínhamos visitado vários aeroclubes. Já passava das 17h e já estava quase tudo fechado. Demos uma volta pelos principais pontos, pelo centro e jantamos por lá, mas tinha tanta coisa bacana pra ver que voltei pra uma segunda visita três dias depois! 🙂 Ainda mais depois que descobri que ali estava a Távola Redonda do Rei Arthur!!!

Pra chegar lá é bem fácil. A estação de trem de Winchester fica bem no centro da cidade e todas as atrações são bem próximas, praticamente dentro de um círculo.

Saindo da estação, recomendo que você vá primeiro visitar The Great Hall, que fica à três quadras, iniciando assim um circuito fácil de seguir. Eu não sabia disso e fui até o Centro de Informações Turísticas, que fica láááááá do outro lado, atrás de um mapa e voltei. Muito útil o mapa, mas você pode pegá-lo quando passar em frente ao Guildhall a caminho das outras atrações.

The Great Hall é um dos maiores e mais antigos salões medievais da Grã-Bretanha. Foi construído no século XII e é uma das únicas partes sobreviventes do Castelo de Winchester, construído no séc XI e destruído a mando de Oliver Cromwell durante a Guerra Civil inglesa (1642-1649). O salão tem muitas características arquitetônicas para se admirar e é lá que está pendurada na parede, com 6m de diâmetro e pesando 1 tonelada, a Távola Redonda do Rei Arthur e seus cavaleiros.

Apesar de ser mesmo muito antiga, eu descobri só agora, durante as pesquisas para o blog, que esta távola redonda não é de fato a do Rei Arthur… 😦  Recentemente, com tecnologia mais avançada, foi revelado que esta foi construída em 1270 no início do reinado do Rei Edward, que tinha grande interesse pelas histórias arthurianas e pintada em 1522 durante o reinado de Henrique VIII. Ainda assim, ela continua atraindo milhares de turistas todos os anos.

Atrás do salão está o Queen’s Eleonor Garden, um jardim medieval aconchegante com muitas flores, uma fonte, bancos de pedra e uma passagem por arbustos em forma de túnel. Foi aberto ao público pela Rainha Mãe em 1986.

Descendo em direção ao centro você vai passar pelo West Gate, um dos três portões que restaram do Castelo de Winchester. Ali ficavam presos os devedores e é possível ver as pixações que deixaram nas paredes das selas.

A próxima quadra já é a High Street, onde se concentram várias lojas misturadas aos prédios medievais. Muito legal andar por ela!

Na segunda vez que eu fui ainda estava tendo uma feirinha com várias coisinhas fofas! A-D-O-R-O!!! hehe

Mais ou menos no centro da High Street está o marco City Cross, também conhecido como Butter Cross, do século XVII. Numa travessa próxima fica o Shopping The Brooks, o mais movimentado da cidade, que apesar de pequeno é charmoso e tem lojas bacanas. 

Ali perto também tem um banheiro público (foto abaixo) que, acreditem, é igual ao de um bom shopping. Podem entrar sem medo… 😉

Entrando na passagem atrás do Butter Cross, chega-se ao City Museum. Ele fica no caminho entre a High Street e a Catedral. No museu, através de achados arqueológicos, é contada a história da cidade desde as origens pré históricas, passando pela época dos romanos e medieval. Há também duas lojas inteiras do séc XIX que foram reconstruídas lá dentro e roupas medievais para os turistas tirarem fotos caracterizados.

 Quase em frente ao City Museum fica o restaurante e hotel The Old Wine, onde almoçamos. O prédio é patrimônio histórico e os pratos são bem decorados e saborosos. Já já eu posto mais sobre ele aqui.

Nesta rua há vários cafés e restaurantes com mesas nas calçadas, você pode aproveitar para tomar o delicioso chá inglês.

Atrás do Museu fica a entrada para o jardim da magnífica Winchester Cathedral, uma das maiores da Europa e mais importantes do Reino Unido, atrai todos os anos mais de 300.000 visitantes. Foi construída há mais de 1.000 anos e lá estão as sepulturas de diversos reis e celebridades da Inglaterra, como a escritora Jane Austen, autora de “Orgulho e Preconceito” e “Razão e Sensibilidade”. Você pode assistir aos ensaios do coral às 14h30 e as apresentações aos domingos, às 10 e 15:30 horas. Há muitas histórias interessantes sobre a Catedral e elas são contadas num tour guiado de 1h30 de duração. A que me encantou especialmente porque sou mergulhadora, foi que a catedral correu sério risco de desabamento e foi salva pelo mergulhador William Walker. Como tenho muitos amigos mergulhadores, vou pedir licença e criar outro post exclusivo sobre William Walker para contar esta história em detalhes, ok?

Caminhando pelo lado oeste do castelo por 1 km, você chegará às ruínas do Wolvesey Castle que pertenceu bispo de Winchester, ao King’s Gate e ao City Gate, que são os outros dois portais que sobraram das muralhas que guarneciam a cidade em épocas medievais, e à Cheyney Court que é um famoso conjunto de casas medievais. Eu tenho a leve desconfiança de que antigamente as pessoas eram muito, mas muito mais baixas do que hoje… dê uma olhada no tamanho da porta! Vemos isso em muitas  construções antigas por aqui.

Mais à frente está um caminho que te levará ao longo do rio River Itchen e Weirs Walk, um dos trechos mais bonitos e agradáveis da cidade. Saia na altura da ponte à esquerda e visite o Abbey Gardens, um jardim maravilhoso.

Se estiver animado pra uma boa subida, saia à direita, atravesse a ponte e não deixe de ir à Saint Giles Hill. É uma colina que proporciona a melhor vista da cidade, de onde tirei esta foto.

Próximo à ponte está a estátua do rei saxão Alfred  que parece tomar conta da cidade. Foi ele quem em 817 fez de Winchester a capital do país, até ser destronado pelos normandos. Na mesma calçada fica o Guildhall, onde funciona o Centro de Informações Turísticas da cidade e pode-se conseguir os mapas (de seg à sáb abre as 10h e aos domingos e feriados às 11h).

Ali perto da ponte você também pode visitar o City Mill. É um moinho com uma roda d’água de mais de 100 anos, que foi colocada novamente em atividade. Lá dentro eles explicam como é o processo de moagem do trigo para fazer a farinha. Você pode comprar alguns produtos na lojinha, descer até o leito do rio para ver a roda d’água funcionando e conhecer o  jardim (foto). Interessante, mas mais indicado para levar as crianças, por ser educativo. A entrada custa £ 3.60.

Como deu pra perceber, há muito o que se ver em Winchester. Passei o dia todo lá e senti falta de parar um pouco mais para desfrutar dos seus encantadores refúgios. Estou pensando seriamente em voltar com o namorido para um pic nic na colina 🙂

Espero que tenham gostado!

Beijos,

Sol